Estudantes do Colégio Madre Imilda vencem premiação nacional e carimbam o passaporte para imersão na Espanha

Estudantes do Colégio Madre Imilda vencem premiação nacional e carimbam o passaporte para imersão na Espanha

 Projeto foi desenvolvido a partir da experiência das enchentes de 2024

no Rio Grande do Sul

 Os estudantes da terceira série do Ensino Médio do Colégio Madre Imilda, Isabelle Lucena de Godoy, Laura Dalla Vecchia Pedroni e Rafael Bender Guisolfo, sob a orientação e o acompanhamento da professora e doutora Luiza Pereira Dartora, venceram a primeira edição do Sateliot Impact Challenge 2026. A iniciativa educacional global envolveu no Brasil a formação de 100 professores, 1.200 alunos e 40 projetos inscritos, tendo sido desenvolvida pela operadora de satélites Sateliot em parceria com a UNESCO, por meio da Global Education Coalition. O programa foi desenhado como uma maratona de inovação e capacitação em STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática), Internet das Coisas (IoT) e empreendedorismo em comunidades vulneráveis, começando pelo Brasil.

Um dos objetivos da premiação é incentivar jovens a criarem propostas práticas para resolver problemas reais de suas comunidades locais. Outro foco é a inclusão digital, buscando reduzir a exclusão tecnológica ao usar a infraestrutura e a missão da Sateliot ligada a redes de conectividade e satélites 5G. O prêmio nacional garante a participação dos estudantes de Caxias do Sul, idealizador do projeto Latitude 30, no Hackathon Barcelona 2026, que será em Barcelona, na Espanha. Durante essa semana, a equipe viverá uma experiência na sede da Sateliot, tendo a oportunidade de aprimorar o projeto com os especialistas, apresentar suas propostas de impacto comunitário no Demo Day final recebendo apoio e visibilidade internacional, além de visitas em empresas.

O projeto dos estudantes foi escolhido pelo júri especialmente pela pertinência do desafio — nascido da experiência das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul — e pela clareza com que a equipe integrou a conectividade satelital IoT a uma solução com impacto real para a comunidade.

“Nosso projeto consiste em uma rede integrada de sensores capazes de monitorar parâmetros ambientais, como o nível da água dos rios, o volume de chuva e a umidade do solo e do ar. Combinando esses dados à comunicação via satélite e a uma plataforma digital, buscamos facilitar o acompanhamento das condições ambientais e contribuir para a identificação de possíveis situações de risco. Nosso propósito é unir conhecimento, criatividade e tecnologia para ajudar a proteger comunidades. O nome Latitude 30 representa o paralelo 30° Sul, que atravessa o Rio Grande do Sul. Queríamos valorizar nossas origens sem limitar o alcance do projeto, pois sabemos que os desafios relacionados às enchentes e aos eventos climáticos extremos ultrapassam fronteiras”, explica a estudante Laura Dalla Vecchia Pedroni.

Conforme a orientadora, Luiza Dartora, ao longo do desenvolvimento, a equipe percorreu diferentes etapas de pesquisa, contou com o apoio de Inteligência Artificial, realizou análise de dados e elaborou matrizes de gerenciamento de projetos orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Laura conta que, quando receberam a notícia de que haviam vencido o Sateliot Impact Challenge e que viajariam a Barcelona, ficaram eufóricos. “Percebemos que uma ideia que surgiu dentro de uma sala de aula havia alcançado proporções que jamais imaginávamos. Agora, nossas expectativas para a viagem são enormes. Queremos aprender com especialistas, conhecer novas possibilidades para o desenvolvimento do Latitude 30 e compartilhar nossa ideia com pessoas de diferentes lugares”. E conclui: “Mais do que representar nosso projeto e nossa escola, temos orgulho de representar o Rio Grande do Sul, um estado que, mesmo diante de uma das maiores tragédias de sua história, demonstrou uma enorme capacidade de resiliência, reconstrução e união. Ver o povo gaúcho se reerguer e seguir em frente nos inspira a desenvolver uma solução que possa contribuir para prevenir novos desastres e proteger vidas. Esperamos que essa experiência em Barcelona seja mais um passo para transformar nossa ideia em uma solução capaz de gerar impacto real na sociedade.”

Foto Fabiane Miguel – esq. p/ dir. Rafael, a professora Luiza, Isabelle e Laura.

 

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