Os próprios estudantes organizaram os julgamentos e assumiram diferentes papéis, dividindo-se entre defesa e acusação. Alguns atuaram como advogados, enquanto outros interpretaram personagens da obra, construindo argumentos a partir da leitura e da análise do texto literário. O veredicto ficou a cargo de um júri externo, formado pelas professoras universitárias Ana Emília Klein e Rosane Maria Cardoso, da área de Literatura, e Caroline Scariot Brugman, da área do Direito. Durante a atividade, as juradas também tiveram a incumbência de escolher os advogados e personagens destaques, que foram Clara Sartori e Manoela Martins (personagens) e Lara Reali e Enzo Fernandes (advogados).
Orientada pela professora de Literatura Aline Konrath, a atividade proporcionou aos alunos uma experiência de protagonismo, interpretação e desenvolvimento da argumentação. Além de aproximar Literatura e Direito, o júri mostrou como Dom Casmurro continua despertando diferentes leituras e questionamentos, mantendo vivo o debate sobre seus personagens e acontecimentos.