Estudantes do Ensino Médio apresentam produções no 16º Festival de Cinema e 13º Concurso de Vídeo-Oratória

O Colégio Madre Bárbara – Rede ICM realizou, na noite de terça-feira (11), o 16º Festival de Cinema e o 13º Concurso de Vídeo-Oratória, dois projetos que desafiam os estudantes a desenvolverem diferentes formas de expressão, criatividade e protagonismo. As produções foram construídas ao longo do projeto pelos estudantes dos 1ºs e 2ºs anos do Ensino Médio, que tiveram a oportunidade de transformar ideias, textos e reflexões em produções audiovisuais.

Enquanto os estudantes dos 2ºs anos do Ensino Médio participaram do Festival de Cinema, os 1ºs anos estiveram envolvidos no Concurso de Vídeo-Oratória. As vídeo-oratórias e os curtas-metragens foram entregues para avaliação e apresentados durante o evento.

Literatura que ganha vida nas telas

Em sua 16ª edição, o Festival de Cinema teve como proposta a adaptação de contos do escritor moçambicano Mia Couto, aproximando os estudantes da literatura contemporânea e possibilitando diferentes interpretações de suas obras. De acordo com a professora Carolina Werlang, uma das coordenadoras do evento, a escolha de um autor ou período literário é realizada a cada edição justamente para ampliar o repertório dos estudantes. “Optamos por um autor contemporâneo cujas obras retratam assuntos pertinentes e que atravessam diferentes contextos e realidades. É sempre uma oportunidade de eles conhecerem um novo autor e consolidar outros pontos de vista”, explica.

O projeto envolve os estudantes em todas as etapas da produção. Da escolha do texto à adaptação do roteiro, passando pela definição dos cenários, gravação e edição, os alunos assumem o protagonismo na construção dos curtas. Para Carolina, essa experiência vai muito além da produção de um vídeo. “As habilidades envolvem a compreensão e interpretação de um texto literário, a adaptação para um outro gênero textual, a gravação das cenas, tudo feito com propósito e criticidade a fim de elaborar uma obra que retrate e adapte uma história e que emocione e impacte o telespectador”, destaca.

Uma experiência que vai além do cinema

Também coordenadora do Festival de Cinema, a professora Francieli Winck ressalta que a proposta proporciona aos estudantes uma experiência ampla de aprendizagem. Segundo ela, o Festival vai muito além da produção de um curta-metragem, pois possibilita o desenvolvimento da criatividade, da autonomia, da capacidade de trabalhar em equipe e de diferentes formas de expressão artística. “Ao criarem os roteiros, os estudantes assumem o papel de autores e produtores, participando ativamente de todas as etapas do processo”.

Para Francieli, a escolha das obras de Mia Couto também contribuiu para ampliar o olhar crítico dos alunos, que tiveram o desafio de adaptar os contos para a linguagem cinematográfica, refletindo sobre temas presentes no cotidiano e encontrando novas maneiras de representá-los por meio do cinema. O resultado desse processo são produções diversificadas, que revelam a criatividade dos estudantes e abordam temas próximos de sua realidade sob diferentes perspectivas e linguagens. “Mais do que produzir um filme, o Festival proporciona aos alunos a oportunidade de experimentar, criar, tomar decisões e aprender uns com os outros”, destaca.

Vídeo-oratória estimula comunicação e autoconhecimento

Já o 13º Concurso de Vídeo-Oratória convidou os estudantes dos 1ºs anos do Ensino Médio a refletirem sobre uma pergunta provocadora: “Quem é você quando ninguém está olhando?” A proposta estimulou os jovens a desenvolverem suas habilidades de comunicação, argumentação e expressão, utilizando o formato de vídeo para compartilhar suas reflexões sobre identidade, escolhas, valores e atitudes.

A coordenadora do 13º Concurso de Vídeo-Oratória, a professora Aline Konrath destaca que a atividade já é uma prática consolidada entre os estudantes do 1º ano do Ensino Médio e tem papel importante no desenvolvimento da comunicação e da expressão. Segundo Aline, quanto mais os estudantes vivenciam situações em que precisam se expor, falar e organizar suas ideias, maior tende a ser a segurança desenvolvida nesses momentos. “É uma atividade muito importante para o desenvolvimento da comunicação e da expressão dos estudantes, pois contribui para que eles desenvolvam segurança”, explica. Para a professora, o tema subjetivo levou os estudantes a um processo introspectivo de construção da própria identidade. “Eles precisam destinar tempo a fazer a reflexão: quem sou eu quando ninguém está olhando? Então, é uma prática introspectiva que os ajuda a se reconhecer como pessoa e no mundo que os cerca”, destaca Aline.

Além da reflexão, o concurso também trabalha aspectos diretamente relacionados à formação da oratória. A produção parte da elaboração de um roteiro, o que exige dos estudantes a organização do pensamento, o encadeamento das ideias e a estruturação do texto antes da gravação. Para a professora, todo esse processo contribui para o desenvolvimento da comunicação e da expressão dos jovens. “O texto da oratória é feito a partir de um roteiro, então ensina a organizar o pensamento, estruturando o texto e encadeando as ideias. Tudo isso faz parte da atividade da oratória e contribui para que eles desenvolvam a comunicação e a expressão”, afirma.

Destaques Festival de Cinema

Melhor roteiro: Sete dias em outro lugar
Melhor figurino: Um sonho bordado
Melhor edição: O diário
Melhor fotografia: Na pele da leoa

Melhor trilha sonora: O diário
Melhor atriz coadjuvante: Inércia
Melhor ator coadjuvante: Na pele da leoa

 Melhor atriz: Inércia
Melhor ator: Na pele da leoa
Júri Popular: Na pele da leoa
Júri Técnico: O diário

Resultados Concurso de Vídeo-Oratória

1º lugar: Manuela Corbellini Rockenbach

2º lugar: Eduarda Brandão

3º lugar: Ana Clara Krug Cassol

Júri Popular: Manuela Corbellini Rockenbach

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