Júri simulado transforma a literatura em experiência de tribunal

Os alunos do 3º ano do Ensino Médio participaram de um júri simulado inspirado na obra Dom Casmurro, de Machado de Assis. A atividade uniu Literatura, argumentação e Direito, colocando em debate questões centrais do clássico. A turma 302 levou Capitu ao banco dos réus, em um julgamento para responder à pergunta: traiu ou não traiu Bentinho? Já a turma 301 julgou Bentinho, acusado de difamação e calúnia contra Capitu.

Os próprios estudantes organizaram os julgamentos e assumiram diferentes papéis, dividindo-se entre defesa e acusação. Alguns atuaram como advogados, enquanto outros interpretaram personagens da obra, construindo argumentos a partir da leitura e da análise do texto literário. O veredicto ficou a cargo de um júri externo, formado pelas professoras universitárias Ana Emília Klein e Rosane Maria Cardoso, da área de Literatura, e Caroline Scariot Brugman, da área do Direito. Durante a atividade, as juradas também tiveram a incumbência de escolher os advogados e personagens destaques, que foram Clara Sartori e Manoela Martins (personagens) e Lara Reali e Enzo Fernandes (advogados).

Orientada pela professora de Literatura Aline Konrath, a atividade proporcionou aos alunos uma experiência de protagonismo, interpretação e desenvolvimento da argumentação. Além de aproximar Literatura e Direito, o júri mostrou como Dom Casmurro continua despertando diferentes leituras e questionamentos, mantendo vivo o debate sobre seus personagens e acontecimentos.

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